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Palavras sobre o Mundo

Espaço destinado aos ecos, silêncios e construção do pensamento. Aos limites da racionalidade, mas sobretudo na reflexão sobre a grande pólis que embarcamos todos os dias, nesta vida. O mundo, seja bem-vindo.

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O Exame de Renzi: Futuro da Itália

por Tiago Aboim, em 24.11.16

A nossa primeira viagem, é sobre a atual situação politica em que se encontra a Itália:

 

No próximo dia 4 de dezembro, realiza-se um importante referendo em Itália sobre matéria constitucional, que na realidade é um exame político a Matteo Renzi, que em caso de chumbo, demite-se. Uma reforma constituicional, que visa dar novas atribuições e competências ao senado italiano. A Itália tem atualmente um sistema bicamaral – câmara dos deputados e senado – com poderes muito semelhantes. Este sistema foi introduzido logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, com receio da ascenção de um possível ditador, como Benito Mussolini na década de 20 do século passado.

 

Pois bem, face à debilidade política em Itália, as posições extremadas da Liga do Norte e do Movimento Cinco Estrelas, poderão sair bastante reforçadas nesta consulta popular. Ambos, defendem uma postura eurocética, que na realidade é a negação dos valores da Europa, um isolacionismo e um regresso ao proteccionismo económico.Onde já vimos isto? (Brexit)  Com isto, em 70 anos, a Itália viu nascer 63 governos desde a Implantação da República, em 1946.

 

Na eventualidade, de uma nova crise política italiana (outra),segundo um artigo do FT, o risco de saída do Euro fica próximo, bem como, agrava  ainda mais o débil sistema financeiro italiano, para além, dos aspetos sociais que assolam o povo transalpino. Estes ingredientes são a receita perfeita, para a afirmação de ideias populistas, assentes em ideias politicas, tais como, a saída da União Europeia, da moeda única e da desresponsabilização da problemática dos refugiados, defendendo a sua expulsão.

 

 

Esta consulta popular, são as primeiras eleições (chamemos assim) depois do terramoto Trump, cujas  réplicas  se vão sentir neste lado do Atlântico, que o diga, a França, com a candidata da Frente Popular Marine Le Pen, em primeiro lugar nas sondagens presidenciais.

 

O projeto europeu, vive um ano horribilis, fruto do descuido dos políticos europeus, que substimaram os fantasmas que se julgavam escondidos, mas afinal descobertos.

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